Telpark conclui emissão de obrigações de 540 milhões de euros
A Telpark, empresa de ecossistemas de mobilidade urbana, confirmou esta quinta-feira que concluiu com sucesso uma emissão de obrigações sénior garantidas no valor de 540 milhões de euros, com vencimento a cinco anos e um cupão de 4,5%, “destinada ao refinanciamento antecipado da sua atual emissão obrigacionista de taxa fixa”, cujo vencimento estava previsto para 2028.
“A operação permitirá recomprar as obrigações de taxa fixa atualmente em circulação, com um valor nominal de 475 milhões de euros. Os fundos obtidos serão igualmente utilizados para suportar os custos da transação, reembolsar os montantes utilizados ao abrigo da linha de crédito revolving (RCF), que tem apoiado o crescimento da empresa, e manter uma posição de liquidez que permita à Telpark aproveitar futuras oportunidades de crescimento inorgânico”, referiu a empresa.
No âmbito da operação a empresa executou ainda um processo de Satisfaction and Discharge sobre as obrigações existentes, cujo impacto económico final “dependerá do nível de adesão dos obrigacionistas” à oferta.
A operação teve o J.P. Morgan e o Goldman Sachs como coordenadores globais, e o BNP Paribas e o Bank of America como entidades participantes na colocação.
“Para esta emissão, obtivemos uma notação de crédito da Fitch de BB com perspetiva estável. Por sua vez, a S&P e a Moody’s mantiveram as suas classificações anteriores de BB (Estável) e Ba3 (Estável), respetivamente. Em conjunto, estas avaliações refletem uma perceção favorável da qualidade creditícia da empresa e da sua capacidade para manter um perfil financeiro sólido e estável”, diz a empresa.
O CEO da Telpark, Íñigo Duque, considerou que a operação “reflete a solidez do nosso modelo de negócio e a confiança que os mercados depositam” na nossa empresa.
“Com esta emissão, otimizamos a nossa estrutura financeira e reforçamos a nossa capacidade para continuar a crescer, com o objetivo de construir uma empresa mais forte, mais ágil e melhor posicionada para liderar a mobilidade urbana na Península Ibérica”, acrescentou Íñigo Duque.
Em 2025, a Telpark teve receitas ajustadas de 231,1 milhões de euros, mais 9,4% face ao ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação, e amortização (EBITDA) ajustado ficou em 119 milhões de euros, um crescimento de 10,9%, face ao ano anterior, e um máximo histórico para a empresa.
“Esta trajetória de crescimento sustentado reforça a robustez do modelo de negócio da Telpark e demonstra a sua capacidade para continuar a executar a estratégia de expansão na Península Ibérica”, referiu a empresa.
