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Ponte de Lima: Dois feridos em despiste na A3

12 June 2026 at 19:44

Um despiste de um automóvel na A3, no sentido norte/sul, em Ponte de Lima, provocou dois feridos, ao final da tarde desta sexta-feira.

Ao que O MINHO apurou junto de fonte da Proteção Civil, os feridos são um homem de 42 anos e uma mulher de 50.

Foram assistidos por meios dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, Vila Verde e Amares. Foram depois transportados para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.

O alerta foi dado às 17:40 para a zona de Calvelo, junto à saída de Anais.

A concessionária da autoestrada – Brisa – esteve no local a apoiar as operações e a GNR registou a ocorrência.

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Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade

12 June 2026 at 16:20

O Caminho de Torres, que liga Sernancelhe (Viseu) a Valença, seguindo depois para Santiago de Compostela, acabou de ser certificado pelo Governo, de acordo com uma portaria que foi publicada hoje em Diário da República.

Para o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que falou à margem da sessão de abertura das Jornadas Europeias da Cultura, em Barcelos, este é um marco “importante” na “construção turística e cultural” do Norte de Portugal.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Alberto Santos, secretário de Estado, foi recebido nos Paços do Concelho de Barcelos pelo autarca Mário Constantino Lopes. Foto: Pedro Gonçalo Costa / O MINHO

O novo Caminho Português de Santiago, que se junta a outros já certificados (Central, Litoral e Interior) em território nacional, tem uma extensão de 180,49 quilómetros e atravessa 15 municípios: Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Baião, Amarante, Felgueiras, entrando no Minho por Guimarães, seguindo para Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença.

Há um novo Caminho de Santiago certificado que atravessa o Minho e dois Patrimónios da Humanidade
Imagem: DR

A certificação aponta que existem “condições de segurança, transitabilidade, equipamentos de apoio e informação”.

Registos remontam ao século XII

Na portaria, o Governo sublinha a antiguidade do itinerário e do uso consistente até ao presente que se encontra documentada por uma “rigorosa pesquisa académica, suportada por registos escritos, vestígios arqueológicos e outros bens patrimoniais de relevo”.

“Destaque natural para o relato de Torres Villarroel, peregrino que dá nome ao itinerário, e de outros testemunhos de peregrinações no território atravessado, como os caminhos trilhados por São Gonçalo (séculos XII-XII), as notícias de um peregrino inglês na Sé de Lamego em 1683 ou os testemunhos da peregrinação de João Valente em 1723, que evidenciam a importância e dinâmica histórica deste Caminho”, nota.

O itinerário conta com reconhecidos pontos históricos de peregrinação, com destaque para as “edificações religiosas e civis que se interligam à devoção a Santiago e que servem de testemunho, material e imaterial, da presença de peregrinos e viajantes no itinerário desde a época medieval”.

Dois sítios Património Mundial da UNESCO

Entre os quais, de referir a Sé de Lamego e a sua capela de São Sebastião; o túmulo de São Gonçalo e a ponte sobre o Tâmega em Amarante; o mosteiro de Pombeiro; a imagem de Santa Maria de Guimarães e a colegiada de Nossa Senhora da Oliveira; os conventos de São Francisco e de São Domingos, últimas moradas de São Gualter e do beato Frei Lourenço Mendes, também em Guimarães; a Catedral de Braga; ou a Ponte de Ponte de Lima, um “dos símbolos mais emblemáticos das peregrinações jacobeias em território nacional”.

A dimensão patrimonial do Caminho de Torres é um dos fatores de destaque deste itinerário que atravessa duas unidades classificadas de Património Mundial da UNESCO – o Alto Douro Vinhateiro e o Centro Histórico de Guimarães – passando ainda por outras áreas de “relevância nacional e internacional, elementos de referência que conferem ao itinerário uma multiplicidade de pontos de especial interesse, essencialmente pelo seu valor histórico, cultural, geográfico, paisagístico e territorial”.

O Governo aponta ainda outras manifestações de cultura imaterial e práticas de culto relacionadas com o Caminho de Santiago, bem como a interessante proposta de “caminho literário” associado a este itinerário, marcado pela sua proximidade aos espaços habitados por alguns dos autores mais relevantes da história cultural portuguesa, como Raul Brandão, Teixeira de Pascoaes, Miguel Torga, José Leite Vasconcelos, Camilo Castelo Branco ou Aquilino Ribeiro.

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Empresa de Ponte de Lima por trás da ‘Disneylândia’ do futebol de 450 milhões

11 June 2026 at 22:38

O grupo JFA, de Ponte de Lima, é um dos dois principais promotores de um investimento privado de 450 milhões de euros associado ao Campeonato do Mundo de 2030, que vai nascer em Santarém.

Através do investimento nesta ‘Disneylândia’ do futebol, com o impulso do JFA Group – José Ferraz & Associados, empresa com raízes em Ponte de Lima que opera nas áreas da engenharia, arquitetura e consultoria e foi fundada em 2002 por José Miguel Ferraz -, está prevista a criação de 800 postos de trabalho diretos e a atração de cerca de 1,5 milhões de visitantes por ano.

Apresentado publicamente no Convento de São Francisco, o projeto “Viva Mundo” tem abertura prevista para 29 de abril de 2030 e é apresentado como uma infraestrutura “âncora com impacto económico e turístico à escala regional e nacional”, contribuindo para “reforçar a projeção de Santarém como destino de investimento internacional”.

"Viva Mundo" vai estar pronto para o Mundial 2030. https://t.co/keE8npPehm#Mundial2030 #futebol pic.twitter.com/bWJDyl2WY8

— O MINHO (@ominhopt) June 11, 2026

De acordo com a Câmara Municipal, a escolha de Santarém reflete “um sinal de confiança” num território que tem vindo a ganhar visibilidade, nomeadamente devido à sua localização geográfica, às acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e à proximidade a futuras infraestruturas estruturantes.

80 hectares e capacidade para 4.000 pessoas

De acordo com os elementos apresentados durante a apresentação, o projeto “Viva Mundo” ocupará uma área de cerca de 800 mil metros quadrados (80 hectares).

O conceito assenta na criação de um parque temático dedicado ao futebol, estruturado em várias zonas funcionais. No centro do recinto ficará o “Football World”, descrito como o núcleo principal do projeto, com quatro subzonas temáticas: “Centre Circle”, “Passion”, “Glory” e “Fantasy”, organizadas em torno de um lago central.

O projeto integra ainda uma zona de entretenimento, com uma arena com capacidade para cerca de 4.000 pessoas, destinada à realização de concertos, espetáculos e eventos ao vivo, e uma “Fan Zone”, pensada como um espaço interativo, com experiências imersivas.

Vai “revolucionar” Santarém

Em declarações após a apresentação pública do projeto, o presidente da Câmara de Santarém considerou que o projeto “Viva Mundo”, vai “revolucionar” o concelho e contribuir para o desenvolvimento da região, destacando o impacto económico e a criação de emprego.

O autarca classificou a iniciativa como “um parque temático dedicado ao futebol” com potencial para gerar valor “à escala nacional e regional”, apontando como referências equipamentos semelhantes em cidades como Paris ou Orlando.

Segundo o responsável, o município tem vindo a trabalhar com os investidores desde o início do ano, defendendo que a escolha de Santarém resultou da sua “localização estratégica, acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e proximidade a futuras infraestruturas”, incluindo o novo aeroporto.

“Somos servidos pelos principais eixos rodoviários e pela principal linha férrea e temos projetos importantes de ligação ao futuro aeroporto internacional”, afirmou, acrescentando que o clima também foi um fator relevante para a instalação do projeto.

O autarca reiterou que o equipamento deverá entrar em funcionamento em 2030, em paralelo com o arranque do Mundial, competição que Portugal vai coorganizar com Espanha e Marrocos, sublinhando tratar-se de uma infraestrutura que funcionará durante todo o ano.

O presidente da autarquia destacou ainda o impacto regional do projeto, defendendo uma abordagem intermunicipal no planeamento, uma vez que os efeitos se estenderão ao “conjunto do território do Oeste e Vale do Tejo”.

Neste contexto, apontou como prioritário o desenvolvimento de um novo nó intermodal em Santarém, junto ao CNEMA, para “reforçar a ligação ferroviária e rodoviária”, bem como integrar “soluções inovadoras de mobilidade”, incluindo um vertiporto.

Relativamente às acessibilidades, o autarca reconheceu a necessidade de reforço do investimento público na região, defendendo a concretização de projetos rodoviários como a A13 e melhorias na ferrovia, embora considere que o concelho já dispõe de uma rede relevante de autoestradas.

O gestor do projeto “Viva Mundo”, Carlos Carreiras, afirmou que o empreendimento está a cumprir um calendário “muito exigente”, indicando que os primeiros compromissos de aquisição de serviços e equipamentos deverão ser assumidos já a partir de setembro.

Segundo o responsável, até ao final do ano deverá decorrer a fase de adjudicações, em paralelo com o processo de licenciamento, estando previsto que os primeiros trabalhos no terreno avancem no início do próximo ano.

De acordo com Carlos Carreiras, o investimento resulta sobretudo da iniciativa de dois principais promotores, o grupo limiano JFA e um investidor de origem inglesa, que agregaram outros parceiros internacionais.

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Apresentação VIVA MUNDO

Enfermeira em Ponte de Lima integra conselho de administração da ULSAM

9 June 2026 at 18:26

A enfermeira Mónica de Morais iniciou hoje funções no conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), foi hoje anunciado.

Em comunicado, a ULSAM destaca a profissional “com um percurso ligado à prestação e organização de cuidados de saúde”, acrescentando que “a sua nomeação representa um momento de particular relevância, passando a ficar completa a equipa do conselho de administração”.

“O conselho de administração manifesta a sua satisfação pelo início destas funções, certo de que a experiência, o conhecimento da instituição e o seu compromisso constituirão um importante contributo para o reforço do trabalho desenvolvido, em prol da melhoria contínua dos cuidados de saúde prestados à população do Alto Minho”, adianta a nota.

Reside em Ponte de Lima há 31 anos

Mónica Angélica de Oliveira Costa Mimoso de Morais, de 55 anos, é natural de São João da Madeira, distrito de Aveiro, e reside em Ponte de Lima desde 1995.

Em dezembro de 1993 iniciou funções no centro de saúde de Ponte de Lima, onde se mantém até hoje.

Segundo a publicação, entre outras funções, integrou a EPVA (Equipa de Prevenção Violência em Adultos) do concelho de Ponte de Lima.

Em 2015 integrou a Equipa Local de Intervenção (ELI) de Ponte de Lima, como representante do Ministério da Saúde, e em 2017 foi nomeada coordenadora da mesma equipa, funções que exerce até ao momento.

Em 2020 concluiu a pós-graduação em administração e gestão de unidades de saúde e pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos.

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