Normal view

Governo vai defender retomada de obras da Transordestina junto ao TCU

Logo Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta sexta-feira (12) que vai defender, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), a retomada das obras da ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. O percurso fica entre os municípios pernambucanos de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Em maio, a corte suspendeu a contratação das obras do trecho até a apresentação de estudos que indiquem a viabilidade do empreendimento. O pedaço da malha ferroviária foi retomado como obra pública depois de ter sido devolvido pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA), em 2022.

Notícias relacionadas:

“Nós vamos trabalhar junto ao TCU para liberar o mais rápido possível, porque esse trecho da Transnordestina que vem para a Suape já está licitado e contratado. É só o TCU dar o ok que as obras podem começar”, disse Alckmin, durante a inauguração do novo terminal de contêineres da APM Terminals, no Complexo Industrial Portuário de Suape.

A obra ferroviária é considerada estratégica pelo governo, que argumenta que a intervenção promove o desenvolvimento regional, a redução de custos logísticos e a geração de empregos.

O processo em tramitação no TCU relacionado à Transnordestina envolve a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Ministério dos Transportes.

A corte de contas determinou que os envolvidos não assumam novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção do trecho, até que sejam demonstrados corretamente a pertinência e o benefício socioeconômico do projeto.

Na decisão, datada do dia 6 de maio, o órgão deu ainda o prazo de 30 dias para que a Infra S.A., responsável pela licitação do empreendimento, apresente um plano de ação atualizado para a conclusão de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). O estudo utilizado para a obra foi elaborado em 2017.

“Isso [a entrega do estudo] pode ser concluído depois. Eu acho que é possível a gente poder avançar e ir já tocando as obras”, completou o vice-presidente.

No dia 28, o TCU determinou novos ajustes no processo de repactuação da concessão da Transnordestina, impondo restrições ao uso de recursos destinados à reestruturação da malha ferroviária.

A corte de contas proibiu que valores provenientes de indenizações e conversão de multas sejam utilizados para cobrir obrigações antigas da concessionária. Os recursos deverão ser destinados exclusivamente a novos investimentos na ferrovia.

Novo terminal de contêineres

Nesta sexta-feira, Alckmin participou da inauguração do novo terminal de contêineres da APM Terminals, empresa do grupo dinamarquês Maersk. Com capacidade inicial para movimentar cerca de 400 mil TEUs, termo em inglês usado para a medida padrão de um contêiner de 20 pés, o novo terminal amplia a capacidade de movimentação do complexo pernambucano em 55%.

Com operação totalmente eletrificada, o terminal recebeu investimentos de mais de R$ 2 bilhões. Além disso, a operação tem potencial de expansão para mais de 1,3 milhão de TEUs anuais.

“O terminal portuário é o primeiro do país e da América Latina 100% eletrificado, o que mostra preocupação com a questão ambiental”, afirmou Alckmin.

 

Cabo de Santo Agostinho (PE), 12/06/2026 - Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante cerimônia de entrega oficial do 1º Terminal 100% Elétrico da América Latina da APM Terminals. Foto: Cadu Gomes/VPR. Foto: Cadu Gomes/VPR Cabo de Santo Agostinho (PE), 12/06/2026 - Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante cerimônia de entrega oficial do 1º Terminal 100% Elétrico da América Latina da APM Terminals. Foto: Cadu Gomes/VPR. Foto: Cadu Gomes/VPR
 Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de entrega oficial do 1º Terminal 100% Elétrico da América Latina da APM Terminals. Foto: Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente também assinou, junto com o prefeito do Recife, Victor Marques, ordens de serviço para o início das obras de drenagem e urbanização dos canais da Mauricéia, no Ipsep, e do Sanbra, na Estância. 

As obras fazem parte do pacote de investimentos do Ministério das Cidades para a prevenção de riscos de desastres e a adaptação climática das cidades brasileiras e contribuirão para o fim de alagamentos nos bairros Jardim São Paulo e Ribeira. Serão investidos mais de R$ 60 milhões por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com recursos municipais e do Orçamento Geral da União (OGU).

Com o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, Alckmin também participou da assinatura da ordem de serviço para início da dragagem e readequação da infraestrutura aquaviária do Porto do Recife. A obra contará com investimento federal de R$ 93,5 milhões, com execução prevista até dezembro de 2026.

Também foi formalizado o repasse de R$ 14,5 milhões para a substituição e a modernização das defensas dos berços de atracação do porto, estruturas responsáveis pela proteção das embarcações e dos cais durante as operações portuárias.

Governo vai defender retomada de obras da Transordestina junto ao TCU

Logo Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta sexta-feira (12) que vai defender, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), a retomada das obras da ferrovia Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. O percurso fica entre os municípios pernambucanos de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Em maio, a corte suspendeu a contratação das obras do trecho até a apresentação de estudos que indiquem a viabilidade do empreendimento. O pedaço da malha ferroviária foi retomado como obra pública depois de ter sido devolvido pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA), em 2022.

Notícias relacionadas:

“Nós vamos trabalhar junto ao TCU para liberar o mais rápido possível, porque esse trecho da Transnordestina que vem para a Suape já está licitado e contratado. É só o TCU dar o ok que as obras podem começar”, disse Alckmin, durante a inauguração do novo terminal de contêineres da APM Terminals, no Complexo Industrial Portuário de Suape.

A obra ferroviária é considerada estratégica pelo governo, que argumenta que a intervenção promove o desenvolvimento regional, a redução de custos logísticos e a geração de empregos.

O processo em tramitação no TCU relacionado à Transnordestina envolve a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Ministério dos Transportes.

A corte de contas determinou que os envolvidos não assumam novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção do trecho, até que sejam demonstrados corretamente a pertinência e o benefício socioeconômico do projeto.

Na decisão, datada do dia 6 de maio, o órgão deu ainda o prazo de 30 dias para que a Infra S.A., responsável pela licitação do empreendimento, apresente um plano de ação atualizado para a conclusão de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). O estudo utilizado para a obra foi elaborado em 2017.

“Isso [a entrega do estudo] pode ser concluído depois. Eu acho que é possível a gente poder avançar e ir já tocando as obras”, completou o vice-presidente.

No dia 28, o TCU determinou novos ajustes no processo de repactuação da concessão da Transnordestina, impondo restrições ao uso de recursos destinados à reestruturação da malha ferroviária.

A corte de contas proibiu que valores provenientes de indenizações e conversão de multas sejam utilizados para cobrir obrigações antigas da concessionária. Os recursos deverão ser destinados exclusivamente a novos investimentos na ferrovia.

Novo terminal de contêineres

Nesta sexta-feira, Alckmin participou da inauguração do novo terminal de contêineres da APM Terminals, empresa do grupo dinamarquês Maersk. Com capacidade inicial para movimentar cerca de 400 mil TEUs, termo em inglês usado para a medida padrão de um contêiner de 20 pés, o novo terminal amplia a capacidade de movimentação do complexo pernambucano em 55%.

Com operação totalmente eletrificada, o terminal recebeu investimentos de mais de R$ 2 bilhões. Além disso, a operação tem potencial de expansão para mais de 1,3 milhão de TEUs anuais.

“O terminal portuário é o primeiro do país e da América Latina 100% eletrificado, o que mostra preocupação com a questão ambiental”, afirmou Alckmin.

 

Cabo de Santo Agostinho (PE), 12/06/2026 - Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante cerimônia de entrega oficial do 1º Terminal 100% Elétrico da América Latina da APM Terminals. Foto: Cadu Gomes/VPR. Foto: Cadu Gomes/VPR Cabo de Santo Agostinho (PE), 12/06/2026 - Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante cerimônia de entrega oficial do 1º Terminal 100% Elétrico da América Latina da APM Terminals. Foto: Cadu Gomes/VPR. Foto: Cadu Gomes/VPR
 Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de entrega oficial do 1º Terminal 100% Elétrico da América Latina da APM Terminals. Foto: Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente também assinou, junto com o prefeito do Recife, Victor Marques, ordens de serviço para o início das obras de drenagem e urbanização dos canais da Mauricéia, no Ipsep, e do Sanbra, na Estância. 

As obras fazem parte do pacote de investimentos do Ministério das Cidades para a prevenção de riscos de desastres e a adaptação climática das cidades brasileiras e contribuirão para o fim de alagamentos nos bairros Jardim São Paulo e Ribeira. Serão investidos mais de R$ 60 milhões por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com recursos municipais e do Orçamento Geral da União (OGU).

Com o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, Alckmin também participou da assinatura da ordem de serviço para início da dragagem e readequação da infraestrutura aquaviária do Porto do Recife. A obra contará com investimento federal de R$ 93,5 milhões, com execução prevista até dezembro de 2026.

Também foi formalizado o repasse de R$ 14,5 milhões para a substituição e a modernização das defensas dos berços de atracação do porto, estruturas responsáveis pela proteção das embarcações e dos cais durante as operações portuárias.

Editorial JC: Sem pedágio, gasto é alto

12 June 2026 at 04:00

Sem outro tipo de transporte terrestre, como o ferroviário, de alternativa para a mobilidade das populações e de cargas, o modal rodoviário concentra grande movimento no Brasil. E junto com a utilização intensa, vem a necessidade de manutenção e expansão da malha, o que nem sempre acontece na velocidade ideal para a demanda crescente.

Por mais que os governos busquem dar conta dos investimentos de ampliação e prevenção ao desgaste das rodovias existentes, o custo é caro – e são os cidadãos que pagam, mesmo que não façam uso das estradas, já que os gastos são bancados com dinheiro público.

Daí a justificativa dupla pela adoção de concessões à iniciativa privada, capazes de conferir viabilidade aos serviços de conservação, melhoria e expansão dos trechos concedidos. De um lado, os recursos podem chegar mais rapidamente, permitindo a antecipação de soluções viárias para a coletividade.

De outro, esses recursos significam economia para a população, que financia o gasto público, e pode ver outra destinação para os bilhões que seriam aplicados. Trata-se da confluência lógica de ganhos econômicos, logísticos e sociais. Há exemplos no Brasil, sobretudo em São Paulo, onde a concessão pedagiada é rotina, e a gestão das rodovias faz parte de visível aceleração do desenvolvimento.

Segundo levantamento publicado na coluna Mobilidade, do JC, a soma de recursos públicos investida em programas de requalificação da estrutura viária passa de R$ 11 bilhões, incluindo os R$ 500 milhões nos 120 quilômetros duplicados da BR-232 entre o Recife e Caruaru, quantia advinda da privatização da Celpe no governo Jarbas Vasconcelos.

Desde 2011, os governos estaduais não poupam esforços financeiros, traduzidos na maioria dos casos em dividendos políticos, para melhorar as condições das estradas e da mobilidade rodoviária em Pernambuco. E não é diferente na gestão atual, de Raquel Lyra, com o programa PE na Estrada, que prevê um aporte acima de R$ 7 bilhões, com a inclusão do Arco Metropolitano, obra simbólica para destravar o nó da travessia do Grande Recife.

Mas infelizmente, a dinheirama aplicada não tem sido suficiente para apagar a má impressão de rodovias que poderiam ser mais seguras, sinalizadas e confortáveis para quem nelas trafega. “A recuperação da malha rodoviária é um ‘poço sem fundo’ - como se diz na linguagem popular - para qualquer gestão pública, independentemente da corrente política”, escreveu a colunista Roberta Soares, destacando que os projetos de concessões à iniciativa privada não estiveram, nem estão, aparentemente, na agenda dos governos em Pernambuco. É como se o pedágio, a exemplo de outras partes do Nordeste, fosse um tabu – mesmo que se olhe para as rodovias pedagiadas do Sudeste como modelos bem-sucedidos.

Quem sabe se encare, por aqui, o pedágio político muito caro para a mera consideração das estradas pedagiadas como alternativas interessantes, que poderiam resultar em benefícios coletivos mais eficazes do que o que se alcança, provisoriamente, através do sorvedouro de bilhões da requalificação, sempre necessária e muito mais cara, patrocinada pelo concorrido dinheiro público.

© Thiago Lucas

Dia dos Namorados e o Hexa

Prefeitura do Recife limpa bolsões de escoamento no Ibura contra cheias

8 June 2026 at 18:17

O prefeito do Recife, Victor Marques, vistoriou nesta segunda-feira (8) os trabalhos de manutenção nos bolsões de escoamento da Avenida Dom Hélder Câmara, localizados no bairro do Ibura. A intervenção integra a Ação Inverno 2026, programa municipal que destina R$ 381 milhões para obras de drenagem, contenção de encostas, urbanização e monitoramento de áreas de risco.

As estruturas da Avenida Dom Hélder Câmara compõem a rede de macrodrenagem da capital pernambucana e atuam diretamente na retenção temporária e no escoamento das águas que impactam a Bacia do Tejipió, área historicamente vulnerável a alagamentos nos períodos de alta precipitação.

Funcionamento do sistema e descarte de resíduos

A operação consiste na remoção mecânica de sedimentos e materiais acumulados para recuperar a capacidade volumétrica das bacias de retenção antes do período de chuvas intensas. Durante o acompanhamento das atividades, o chefe do Executivo municipal destacou o impacto do descarte inadequado de resíduos domésticos no funcionamento do sistema.

"É fundamental não jogar lixo em lugares irregulares, porque o pequeno lixo na microdrenagem, como bueiros e canaletas, vai chegar na macrodrenagem, trazendo impactos significativos para a cidade. Se cada um fizer a sua parte, esse trabalho será reduzido e esse recurso pode ser investido em outras áreas", pontuou Victor Marques.

O prefeito acrescentou que os moradores têm à disposição ferramentas oficiais para o descarte correto de materiais de descarte.

"Disponibilizamos coleta pelo Conecta Recife e também diversos pontos de descarte. É um dever de cada cidadão cuidar dos seus resíduos, e da prefeitura, colaborar para um Recife mais limpo", concluiu.

© Marlon Diego/PCR

Limpeza de bolsões no Ibura
❌