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Praia na Europa cobra 10€ à entrada e os banhistas entre 10 e 65 anos não podem levar chapéu-de-sol

11 June 2026 at 19:10

Uma praia na Sardenha, em Itália, está no centro da polémica depois de ter introduzido uma taxa de entrada de 10 euros e regras invulgares que limitam o uso de chapéus-de-sol no areal. A situação ocorre em Punta Molentis, onde as autoridades locais justificam as medidas com a proteção ambiental, mas a decisão está a gerar contestação pública.

De acordo com o jornal The Guardian, o acesso à praia passou a estar condicionado ao pagamento de uma taxa de 10 euros por visitante, numa medida enquadrada na reabertura do espaço após um incêndio florestal ocorrido no ano anterior. A mesma publicação refere que foram ainda impostas restrições ao uso de sombra no areal.

Apenas crianças com menos de 10 anos podem utilizar chapéus-de-sol, e apenas um por grupo familiar, ficando a maioria dos banhistas entre os 10 e os 65 anos impedida de recorrer a este tipo de proteção individual. A proibição inclui ainda estruturas, como tendas e pérgolas.

Justificação ambiental e contestação

A Câmara Municipal de Villasimìus justifica as medidas com a necessidade de proteger uma área de conservação afetada por incêndios e fenómenos meteorológicos extremos. Num comunicado citado pelo The Guardian, a autarquia refere que “é necessário limitar o impacto [humano] e assegurar a proteção desta herança para as gerações futuras”.

Conforme a mesma fonte, as regras estarão em vigor até ao final de outubro e pretendem reduzir a pressão sobre o ecossistema local. No entanto, a decisão tem gerado críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a questionarem a lógica das restrições e a apontarem riscos associados à exposição solar.

Outras medidas em praias italianas

Outras praias em Itália têm vindo a adotar limitações semelhantes para controlar a afluência turística. Em Jesolo, na região de Veneza, foram impostas restrições ao número de chapéus de praia, numa tentativa de aumentar o espaço disponível no areal.

Estas medidas surgem num contexto em que várias praias públicas italianas enfrentam forte procura durante o verão, em parte devido ao custo elevado dos clubes privados e do aluguer de equipamentos balneares.

Procura por destinos alternativos

A crescente pressão turística tem levado também à divulgação de destinos menos congestionados. A revista Condé Nast Traveler destacou recentemente várias localidades italianas fora dos grandes centros urbanos, como Maratea, Portofino, Carloforte e Taormina, sugerindo alternativas mais tranquilas para visitantes.

O caso de Punta Molentis mantém-se, entretanto, no centro do debate sobre o equilíbrio entre preservação ambiental e acesso livre a espaços naturais.

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Cidade no Algarve junto à praia tem um hotel de luxo com um spa onde qualquer um pode entrar por 10,50€

11 June 2026 at 17:50

No Algarve, um circuito de spa num hotel de quatro estrelas em Portimão está a ser vendido em promoção por 10,50 euros por pessoa, numa experiência de bem-estar que inclui várias instalações de relaxamento e regras específicas de utilização. A oferta integra o Soul Spa, no Jupiter Marina Hotel, e está disponível através de uma plataforma de reservas online.

De acordo com a Odisseias, a experiência inclui acesso ao Circuito de Relaxamento Aqua Soul, válido para duas pessoas, com piscina dinâmica, jatos de água, duches sensoriais, camas aquáticas, sauna, banho turco e zona de relaxamento durante uma hora. O preço promocional pode descer até cerca de 10,50 euros por pessoa mediante utilização de código de um código de desconto válido até ao final desta quinta-feira, 11 de junho.

A mesma fonte indica que o voucher tem validade prolongada e pode ser utilizado até três anos e três meses após a compra, embora com regras como a proibição de entrada a menores de 16 anos e a obrigatoriedade de uso de touca e fato de banho, que podem ser adquiridos no local.

Condições de acesso e funcionamento

Segundo a Odisseias, o acesso inclui ainda 10% de desconto noutros serviços do spa, desde que contratados diretamente no espaço, sendo obrigatória reserva por email e sujeição a horários definidos pelo hotel. O cancelamento gratuito só é permitido até 48 horas antes da utilização.

A plataforma acrescenta que o preço base da experiência é de 29,99 euros para duas pessoas, sendo reduzido através de campanhas promocionais, o que tem aumentado a procura por este tipo de ofertas no setor do turismo de bem-estar no Algarve.

Hotel e o conceito de experiência

O Jupiter Marina Hotel, onde se integra o spa, apresenta-se como um projeto de reabilitação da antiga Fábrica de Conservas Facho, transformada num hotel de quatro estrelas em Portimão com foco em experiências para casais.

De acordo com o site do próprio hotel, o conceito “Couples & Spa” assenta numa ligação ao Rio Arade e numa estética boho-chic, combinando tons pastel, referências ao Algarve e elementos de design inspirados na região.

A mesma fonte descreve o espaço como pensado para proporcionar uma experiência imersiva de relaxamento e romance, com serviços orientados para estadias a dois e atividades de bem-estar integradas no hotel.

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Pais têm de pagar 9,27€ para se sentarem ao lado dos filhos nos voos da Ryanair? Companhia aérea está a ser investigada e tem uma resposta

11 June 2026 at 16:20

A cobrança de cerca de 9,27 euros por viagem para garantir que pais e filhos viajam juntos nos voos da Ryanair está a ser analisada pelas autoridades britânicas, num processo que levanta dúvidas sobre práticas comerciais no transporte aéreo lowcost. A investigação incide sobre a forma como a taxa é aplicada e comunicada aos consumidores durante a reserva.

De acordo com o portal de notícias Dinheiro Vivo, a Autoridade da Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) abriu uma investigação à Ryanair para avaliar se a taxa associada ao chamado “assento familiar obrigatório” pode estar a obrigar os pais a pagar por um serviço que, na prática, seria necessário para cumprir regras de segurança e de proteção de menores.

A entidade reguladora está a analisar se esta cobrança pode ser considerada uma cláusula abusiva à luz da legislação de defesa do consumidor, bem como se o custo é apresentado de forma transparente no momento da compra. A CMA sublinha ainda que pretende perceber se o valor é “adicionado” apenas no final do processo de reserva, em vez de surgir de forma clara desde o início.

Posição da companhia aérea

A Ryanair rejeita qualquer irregularidade e defende que o modelo cumpre a legislação em vigor. Em comunicado citado pela agência noticiosa Reuters, a companhia afirma que “a política de assentos familiares da Ryanair está em total conformidade com todas as leis e regulamentos relevantes”.

A empresa acrescenta ainda que não cobra qualquer taxa para que crianças viajem ao lado dos pais ou acompanhantes adultos, sublinhando que os passageiros que escolhem lugares marcados seguem a mesma lógica tarifária aplicada a todos os adultos.

Num esclarecimento adicional, a transportadora refere: “Tal como todos os adultos que selecionam um lugar reservado, os adultos que viajam com crianças pagam uma taxa de lugar reservado, mas podem selecionar lugares reservados ao lado deles para até quatro crianças na mesma reserva, GRATUITAMENTE”.

O que está em causa na prática

A CMA contrapõe que outras companhias aéreas garantem o lugar de crianças ao lado dos pais sem custos adicionais, seja através da atribuição automática de lugares durante o check-in, seja por políticas internas que evitam cobranças adicionais neste tipo de situação.

Segundo a mesma autoridade, a investigação integra um conjunto mais amplo de ações destinadas a avaliar práticas que possam agravar o custo de vida dos consumidores, com especial atenção aos passageiros mais vulneráveis. Para já, não há qualquer conclusão sobre eventual violação da lei por parte da Ryanair, sendo o processo ainda preliminar.

A companhia, por seu lado, afirma que espera “desmentir” as acusações e manter o atual modelo de atribuição de lugares, enquanto o processo regulatório segue em análise.

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Algarve regista temperaturas mais moderadas numa altura em que o calor intenso atinge o país

11 June 2026 at 15:10

Portugal continental vai atravessar uma subida significativa das temperaturas nos próximos dias, com valores que podem chegar aos 40 graus no interior. O episódio de calor deverá prolongar-se até 13 de junho e já motivou a emissão de avisos amarelos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A situação meteorológica resulta da combinação entre um anticiclone a nordeste dos Açores e um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica. Esta configuração está a facilitar a entrada de uma massa de ar quente e seco sobre o território continental, com impacto direto nas temperaturas.

Interior sob maior pressão térmica

A subida das temperaturas será progressiva nos dias 11 e 12 de junho, com maior intensidade no litoral oeste e nas zonas do interior. Segundo a mesma fonte, a maioria do território deverá registar máximas entre os 30 e os 37 graus, num quadro de calor generalizado.

No interior, sobretudo no dia 12, os valores poderão atingir entre 38 e 40 graus. As temperaturas mínimas também deverão aumentar, com várias regiões a registarem noites tropicais, com valores iguais ou superiores a 20 graus.

Algarve com valores abaixo do resto do país

Num contexto de calor extremo em várias regiões, o Algarve destaca-se como exceção. Conforme a mesma fonte, a faixa costeira da região sul deverá manter máximas inferiores a 30 graus, contrastando com o cenário mais intenso previsto para o interior do país. Esta diferença está associada à influência marítima, que tende a suavizar os extremos térmicos no litoral algarvio. Ainda assim, o restante território continental deverá sentir de forma mais evidente a massa de ar quente que se aproxima.

O estado do tempo deverá manter-se estável na maior parte do país, com céu pouco nublado ou limpo durante os próximos dias. No entanto, a partir da tarde de 12 de junho, poderá registar-se um aumento temporário de nebulosidade no interior. A aproximação de um vale em altitude poderá criar condições para aguaceiros, trovoadas e queda de granizo em zonas montanhosas, sobretudo durante a tarde de 13 de junho. Estes fenómenos deverão ter carácter localizado.

Vento mais fraco agrava sensação de calor

O IPMA indica ainda que a diminuição da intensidade do vento deverá contribuir para uma sensação térmica mais elevada, tornando o calor mais intenso do que os valores registados nos termómetros. Perante este cenário, o instituto recomenda o acompanhamento regular das previsões e dos avisos meteorológicos, numa fase em que várias regiões do país permanecem sob aviso amarelo.

Apesar do aumento das temperaturas no início da semana, está prevista uma descida acentuada dos valores máximos a partir de 14 e 15 de junho, sobretudo no litoral oeste. Esta mudança estará associada à rotação do vento para o quadrante oeste. Esta alteração deverá marcar o fim do episódio mais intenso de calor, devolvendo valores mais próximos da média para a época do ano.

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Fazer férias em Portugal pode ficar mais difícil: mais de 10.000 alojamentos locais foram encerrados

11 June 2026 at 13:42

O mercado do alojamento local em Portugal está a passar por uma das maiores operações de regularização dos últimos anos, com mais de 10.000 registos já cancelados e dezenas de milhares de unidades ainda sob avaliação. De acordo com o portal Dinheiro Vivo, as autarquias de vários pontos do país estão a eliminar os chamados registos “fantasma”, correspondentes a estabelecimentos que possuem licença, mas que não comprovaram estar em atividade através da entrega da documentação obrigatória.

O processo está relacionado com a obrigação de apresentação anual do seguro de responsabilidade civil, uma exigência que passou a ser fiscalizada de forma mais apertada pelos municípios e que tem servido para identificar alojamentos locais inativos.

Mais de 10.000 registos já foram anulados

Os números já conhecidos apontam para o cancelamento de 10.324 estabelecimentos de alojamento local em todo o país. Lisboa foi o município onde a limpeza teve maior impacto, com a anulação de 6.765 licenças, o equivalente a cerca de 40% dos registos existentes na capital.

No Porto, a situação foi diferente. A autarquia cancelou 1.413 registos, mantendo ativos 10.821 alojamentos locais. Citado pela mesma fonte, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), Eduardo Miranda, explicou que a cidade já tinha um controlo mais próximo sobre o setor. “O Porto é um dos municípios que mais acompanha, monitoriza e faz vistorias aos AL”, afirmou.

Algarve também avança com cancelamentos

No Algarve, duas autarquias já concluíram esta fase do processo. Lagoa cancelou 598 estabelecimentos que não apresentaram o seguro obrigatório dentro dos prazos definidos, enquanto Lagos anulou 1.548 registos, o equivalente a 26% das unidades existentes no concelho.

A região concentra cerca de 40% do alojamento local nacional, o que faz prever que uma parte significativa dos cancelamentos ainda esteja por concretizar. Refere a mesma fonte que muitos municípios algarvios ainda não concluíram sequer a fase de notificações aos proprietários.

Em Lagoa, a autarquia explicou que cada seguro é analisado individualmente para confirmar a validade dos dados apresentados e o cumprimento dos requisitos legais.

Ainda há milhares de unidades em risco

Os dados do Registo Nacional do Alojamento Local apontam atualmente para 119.147 estabelecimentos ativos. Contudo, mais de 37.000 ainda não terão submetido o seguro obrigatório e podem vir a perder o registo caso a situação não seja regularizada.

A expectativa da ALEP é que a operação elimine cerca de 40.000 licenças no total. Se esse cenário se confirmar, o número final de alojamentos locais ativos poderá ficar entre 88.000 e 93.000 unidades.

Segundo Eduardo Miranda, o objetivo passa por obter uma imagem mais fiel da realidade do setor. “É do interesse de todos concluir esse processo para podermos ter dados reais e uma base de dados limpa”, afirmou.

O que mudou na legislação

A obrigação de possuir seguro de responsabilidade civil já existia, mas ganhou uma nova dimensão com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 76/2024. Desde março de 2025, os titulares de alojamento local passaram a ser obrigados a submeter anualmente os dados do seguro através da plataforma gov.pt.

Caso o documento não seja apresentado, o município pode notificar o proprietário, que dispõe de três dias úteis para regularizar a situação. Se isso não acontecer, o cancelamento do registo pode avançar de imediato.

Processo deverá continuar nos próximos meses

Apesar dos milhares de cancelamentos já realizados, a operação está longe de terminar. Existem ainda 139 municípios que não iniciaram formalmente os procedimentos de verificação e dezenas de milhares de processos continuam pendentes.

A associação do setor considera que a conclusão desta limpeza é essencial para que futuras decisões sobre o alojamento local sejam tomadas com base em números reais. Acrescenta a publicação que muitos dos municípios que já notificaram os proprietários se encontram agora na fase final dos procedimentos administrativos, pelo que novos cancelamentos deverão surgir nos próximos meses.

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Três cidades no Alentejo integram pela primeira vez a rede da FlixBus

11 June 2026 at 13:06

A FlixBus anunciou uma nova linha rodoviária entre Lisboa e Badajoz que vai reforçar as ligações entre Portugal e Espanha e levar a operadora, pela primeira vez, a três cidades do Alentejo. De acordo com o portal O Digital, Estremoz, Borba e Elvas passam agora a integrar a rede da empresa, num movimento que marca também a entrada da FlixBus no Alto Alentejo.

A nova rota liga Lisboa e Badajoz com paragens em Setúbal, Montemor-o-Novo, Évora, Estremoz, Borba e Elvas. Segundo a mesma fonte, a ligação permitirá criar percursos diretos entre Badajoz e várias localidades alentejanas, além de reforçar a mobilidade transfronteiriça na região.

Entrada no Alto Alentejo

Com esta expansão, a operadora passa a ter presença em cidades onde ainda não operava. Estremoz, Borba e Elvas entram pela primeira vez na rede da FlixBus, ganhando acesso direto a Lisboa e à cidade espanhola de Badajoz.

A empresa considera que esta ligação pode beneficiar tanto residentes como visitantes, ao aumentar as opções de transporte rodoviário numa zona do país com menor oferta de ligações internacionais.

Percursos e tempos de viagem

Segundo a informação divulgada, a viagem entre Lisboa e Badajoz terá uma duração inferior a quatro horas. Já o percurso entre Setúbal e Badajoz poderá ser feito em pouco mais de três horas.

Entre as novas ligações disponíveis estão Lisboa-Estremoz, Lisboa-Borba, Lisboa-Elvas, Setúbal-Estremoz, Setúbal-Borba, Setúbal-Elvas, Badajoz-Setúbal e Badajoz-Montemor-o-Novo.

Horários e preços

Numa fase inicial, a linha contará com duas circulações diárias, uma em cada sentido. As partidas de Lisboa, a partir da Gare do Oriente, estão previstas para as 9:45 h, enquanto as viagens com origem em Badajoz arrancam às 16:25 h.

Os bilhetes já estão disponíveis na aplicação móvel, no site da operadora, nos pontos de venda Pagaqui e em agências de viagens parceiras. Os preços começam nos 8,49 euros para Lisboa-Estremoz e nos 9,49 euros para Lisboa-Elvas.

Onde ficam as novas paragens

A FlixBus revelou também os locais das novas paragens no Alentejo. Em Estremoz, os autocarros vão operar a partir do Terminal Rodoviário da cidade. Em Borba, a paragem ficará na Praça da República, enquanto em Elvas será junto ao viaduto de ligação ao centro histórico.

No comunicado citado pelo portal O Digital, o diretor das operações da FlixBus em Portugal, Tiago Cavaco Alves, afirmou que a chegada da empresa a estas cidades “reforça o compromisso de tornar a mobilidade mais acessível e sustentável a todo o território nacional”.

Acrescentou ainda que a expansão poderá contribuir para “a coesão territorial e para o reforço das ligações transfronteiriças entre Portugal e Espanha”.

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Novas regras aprovadas para o Mundial de futebol: este gesto ‘comum’ em campo já pode dar cartão vermelho

11 June 2026 at 12:35

A FIFA confirmou uma das alterações mais discutidas para o Mundial de 2026 e o foco está num gesto comum entre jogadores durante os jogos. De acordo com o jornal desportivo A Bola, tapar a boca com a mão durante uma discussão ou confronto poderá passar a ser motivo para cartão vermelho, uma mudança que entra em vigor já na competição que arranca nos próximos dias.

A nova regra surge na sequência de debates que marcaram os últimos meses e que ficaram associados ao chamado caso “Prestianni”. Segundo a mesma fonte, os árbitros passam a poder expulsar jogadores que cubram a boca enquanto falam em situações de confronto com adversários ou elementos de outras equipas.

A FIFA esclarece, porém, que a medida não se aplica a todas as situações. Um jogador poderá continuar a falar com colegas de equipa com a boca tapada durante momentos estratégicos do jogo, como acontece frequentemente antes da marcação de bolas paradas ou em conversas táticas.

O que diz a FIFA

A organização faz questão de limitar a aplicação da regra a contextos específicos. Conforme a mesma fonte, o castigo está previsto apenas quando o gesto acontece em contexto de confronto, discussão ou incidente disciplinar.

Na prática, um comportamento que durante anos passou despercebido poderá agora ser analisado pelos árbitros como uma infração grave, dependendo das circunstâncias em que ocorre.

Mudança entra já em vigor

A nova orientação fará parte das regras seguidas pelos árbitros destacados para o Mundial de 2026. A publicação refere que cerca de 170 elementos, entre árbitros, assistentes e membros do VAR, receberão instruções para aplicar as novas normas da competição.

Embora a FIFA tenha anunciado várias alterações às leis do jogo, incluindo mudanças relacionadas com o VAR, perdas de tempo e substituições, a possibilidade de expulsão por tapar a boca durante uma discussão tornou-se uma das medidas que mais atenção tem gerado entre adeptos e comentadores.

Uma regra que promete gerar debate

A decisão poderá obrigar jogadores e equipas técnicas a alterarem hábitos que se tornaram frequentes no futebol moderno. Durante anos, muitos atletas recorreram ao gesto de tapar a boca para evitar que conversas fossem captadas pelas câmaras de televisão.

Agora, em determinadas circunstâncias, esse comportamento poderá ter consequências disciplinares imediatas. Como explica a FIFA, a punição aplica-se quando o ato acontece em “situação de confronto”, abrindo uma nova frente de interpretação para os árbitros durante os jogos.

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