“Ficou toda contente”: mulher ganha 5.000€ numa raspadinha em Barcelos e pensava que eram 500€
Uma mulher ganhou 5.000 euros numa raspadinha comprada em Barcelos, mas durante os primeiros momentos acreditou que o prémio era 10 vezes inferior. O episódio aconteceu esta semana num quiosque da cidade e voltou a colocar a raspadinha no centro das atenções, numa altura em que continua a ser o jogo mais popular entre os portugueses.
De acordo com o jornal O Minho, a aposta vencedora foi registada no quiosque Casa Costa, localizado na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, em Barcelos. A cliente, descrita como habitual frequentadora do estabelecimento, adquiriu uma raspadinha “100 X”, com um custo de 10 euros, sem perceber de imediato o valor real do prémio conquistado.
Surpresa só chegou depois das contas
Os proprietários do quiosque, Ricardo e Pedro Costa, contaram ao jornal que a vencedora interpretou inicialmente o prémio de forma errada. “Foi a uma senhora que costuma vir cá. Ela pensava que tinha 500 euros, ainda não tinha feito bem a conta, ficou toda contente”, explicaram.
Quando percebeu que o valor total ascendia aos 5.000 euros, a satisfação tornou-se ainda maior. O prémio surgiu num estabelecimento que funciona há mais de duas décadas e que, como muitos pontos de venda espalhados pelo país, recebe diariamente clientes que procuram a sorte através das raspadinhas.
Jogo que continua a liderar as apostas
O caso acontece num contexto em que a raspadinha mantém uma posição dominante no universo dos Jogos Santa Casa. Segundo uma reportagem de 2025 da SIC Notícias, este produto representa perto de 60% das receitas totais de jogo e continua a atrair milhões de apostadores em todo o país.
A mesma fonte refere que, só em 2024, as receitas associadas às raspadinhas atingiram quase 1.850 milhões de euros. Durante esse período, os portugueses compraram mais de 700 milhões de bilhetes, números que ajudam a explicar porque continua a ser considerada a forma de jogo mais procurada.
Entre a sorte e o risco
Apesar dos prémios ocasionais, o fenómeno das raspadinhas também levanta preocupações relacionadas com comportamentos de jogo excessivo. Na reportagem da SIC, alguns apostadores admitiram dificuldades em controlar os gastos.
“Jogo e olhe que já dei cabo da minha vida em dois dias”, relatou um homem entrevistado pela estação televisiva. “Se sai qualquer coisinha há a tendência de mais e mais e quando vai ver não ganha nada, perde sempre”, acrescentou.
O mesmo testemunho revela que existem dias em que os gastos ultrapassam os 20 euros, uma realidade que especialistas e entidades ligadas ao setor acompanham com atenção devido ao potencial de dependência associado a este tipo de jogo instantâneo.
Hábito que atravessa gerações
Quem trabalha diariamente na venda destes produtos refere que a procura continua elevada, embora mais estabilizada do que em anos anteriores. Os clientes mais velhos continuam a representar uma parte significativa das compras, especialmente nos períodos em que são pagos salários e reformas.
Enquanto milhares de apostadores continuam a tentar a sorte diariamente, histórias como a da mulher de Barcelos mostram o lado mais visível dos prémios. Neste caso, tudo começou com uma raspadinha de 10 euros e uma conta mal feita, que transformou um prémio aparentemente modesto numa surpresa de 5.000 euros.
Leia também: “Movem-se com arrogância pela cidade”: estrangeiros são cada vez menos bem-vindos nesta cidade portuguesa


