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Homem detido pela Guarda Nacional Republicana de Silves por roubo e agressões.

13 June 2026 at 18:14

A rápida intervenção da GNR de Silves permitiu deter, na noite de sexta-feira, 12 de junho, um homem suspeito da prática de um crime de roubo, poucos minutos após alegadamente ter agredido e roubado diversos bens e dinheiro a um conhecido na cidade de Silves.

A ocorrência teve início quando a GNR foi alertada para a presença de um homem que solicitava auxílio junto do segurança do supermercado Continente de Silves, pedindo a intervenção das autoridades por ter sido vítima de agressões e do roubo dos seus bens nas imediações daquele estabelecimento comercial.

Os militares deslocaram-se de imediato para o local, onde encontraram a vítima visivelmente transtornada e com sinais evidentes de agressão.
Segundo a denúncia, vítima e suspeito tinham estado juntos num estabelecimento de restauração da cidade. Mais tarde, já nas proximidades do supermercado, o suspeito terá agredido a vítima e apoderado-se de uma bolsa que continha dinheiro, documentos pessoais, cartões bancários e um telemóvel, colocando-se de seguida em fuga a pé.

Perante a informação recolhida, os militares da Guarda iniciaram de imediato diligências policiais nas imediações, conseguindo localizar e intercetar o suspeito pouco tempo depois dos factos, ainda na posse dos bens alegadamente roubados.

A prontidão da resposta policial permitiu não só a detenção do suspeito em flagrante delito, como também a recuperação da totalidade dos artigos subtraídos, que foram posteriormente entregues ao legítimo proprietário.

O detido foi conduzido às instalações da GNR e presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Faro – DIAP de Portimão, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação.

A atuação célere dos militares da GNR revelou-se determinante para a recuperação dos bens subtraídos e a detenção do presumível autor dos factos poucos minutos após a sua prática.

Museu de Lagos: oposição critica indemnização superior a 190 mil euros por obra inacabada

13 June 2026 at 18:07

Os vereadores sem pelouro da Câmara Municipal de Lagos, Gilberto Viegas e Nuno Marques, manifestaram publicamente oposição à proposta do Executivo Municipal que prevê a cessação da empreitada de ampliação do Museu Municipal de Lagos, acompanhada do pagamento de uma indemnização superior a 190 mil euros, acrescida de IVA, à empresa construtora responsável pela obra.

Em comunicado divulgado recentemente, os eleitos recordam que, em 2021, o projeto foi apresentado como um investimento estruturante para o concelho, orçado em cerca de três milhões de euros, destinado à ampliação do Museu Municipal e à criação do Núcleo de Arqueologia, com o objetivo de reforçar a valorização do património histórico e cultural de Lagos.

No entanto, quatro anos depois, os vereadores apontam um cenário bastante diferente daquele inicialmente anunciado. Segundo o comunicado, a obra encontra-se paralisada há mais de três anos, sem uma solução definitiva conhecida para a sua conclusão, enquanto o Município se prepara para assumir um encargo financeiro significativo, sem garantia sobre a data de abertura do equipamento ao público.

Perante esta situação, Gilberto Viegas e Nuno Marques defendem a necessidade de maior transparência na condução do processo e levantam várias questões relacionadas com a gestão do projeto. Entre as dúvidas apresentadas estão a justificação para o pagamento da indemnização, os prejuízos efetivos para o Município incluindo eventuais perdas de financiamento comunitário , bem como os fundamentos jurídicos da decisão e possíveis riscos de responsabilidade financeira para o Município e para os titulares dos órgãos autárquicos.

Os vereadores questionam ainda as medidas previstas para reparar os danos causados aos edifícios vizinhos e responder às preocupações dos moradores afetados pela prolongada paralisação da empreitada.

No comunicado, os eleitos consideram particularmente infeliz a coincidência desta situação com iniciativas promovidas pelo Museu para reforçar a ligação à comunidade local. Defendem que a melhor forma de valorizar essa relação seria concluir a obra, reparar os prejuízos causados e devolver à cidade um espaço cultural condizente com a importância do património lacobrigense.

Os vereadores sublinham ainda que a população tem o direito de compreender como um projeto inicialmente apresentado como prioritário evoluiu para uma situação que envolve uma indemnização avultada, sem que a infraestrutura esteja concluída e disponível para utilização pública.

Gilberto Viegas e Nuno Marques garantem que continuarão a acompanhar o processo, defendendo uma oposição “responsável e vigilante”, exigindo rigor na gestão dos recursos públicos, transparência nas decisões do Executivo e uma solução célere para a conclusão da obra.

A deliberação em causa foi tomada durante a reunião pública ordinária da Câmara Municipal de Lagos realizada a 20 de maio, cuja ata se encontra disponível para consulta pública.

Boletim das Paróquias de Lagos desafia fiéis a “meditar” durante o Mundial de Futebol 2026: “Os grandes objectivos, tanto no desporto como na vida, conseguem-se juntos, como equipa!”

13 June 2026 at 18:01

“Quando o atleta ou desportista celebra a vitória com os seus adeptos, é possível ver o valor do desporto como lugar de união e encontro entre pessoas”, refere esta publicação da Igreja Católica, em Lagos. E cita o Papa Leão XIV ao apelar para “que o desporto seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações, promovendo valores como o respeito, a solidariedade e a superação pessoal.”

Esta intenção do Sumo Pontífice surgiu antes do início da fase final do Mundial de Futebol, competição em que, para já, não faltam polémicas.

José Manuel Oliveira

Numa altura em que decorre até 19 de Julho, nos Estados Unidos da América, no México e no Canadá, a fase final do Campeonato do Mundo de Futebol 2026, pela primeira vez com 48 selecções, entre as quais a portuguesa, o Boletim Paroquial Boa Nova, editado pelas Paróquias de Lagos e dirigido pelo padre Nelson Rodrigues, evoca a “Intenção do Papa” Leão XIX para o mês de Junho: “Rezemos para que o desporto seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações, promovendo valores como o respeito, a solidariedade e a superação pessoal.”

“Numa cultura dominada pelo individualismo e pelo descarte das gerações mais jovens e dos mais idosos, o desporto é um âmbito privilegiado em torno do qual as pessoas se encontram sem distinção de raça, sexo, religião ou ideologia, e onde podemos experimentar a alegria de competir para alcançar juntos uma meta, fazendo parte de uma equipa em que o êxito ou a derrota são partilhados e superados.”

“A necessidade do outro envolve não apenas os colegas de equipa, mas também o treinador, os adeptos, a família, em suma, todas as pessoas que, com a sua entrega e dedicação, tornam possível chegar a dar o melhor de si. Tudo isto torna o desporto num catalisador de experiências de comunidade, de família humana.”

Na mesma página, mais abaixo, um texto convida os fiéis a “meditar”, começando por referir: “O desporto é um lugar de encontro em que pessoas de todos os níveis e condições sociais se unem para alcançar um objectivo comum. Numa cultura dominada pelo individualismo e pelo descarte das gerações mais jovens e dos mais idosos, o desporto é um âmbito privilegiado em torno do qual as pessoas se encontram sem distinção de raça, sexo, religião ou ideologia, e onde podemos experimentar a alegria de competir para alcançar juntos uma meta, fazendo parte de uma equipa em que o êxito ou a derrota são partilhados e superados.”

“Isto ajuda-nos a pôr de parte a ideia de conquistar sozinho um objectivo, centrando-se em si mesmo”, acrescenta.

O texto da meditação prossegue: “A necessidade do outro envolve não apenas os colegas de equipa, mas também o treinador, os adeptos, a família, em suma, todas as pessoas que, com a sua entrega e dedicação, tornam possível chegar a dar o melhor de si. Tudo isto torna o desporto num catalisador de experiências de comunidade, de família humana.”

E sublinha: “Quando um pai brinca ou joga com o seu filho, quando os jovens jogam juntos no parque ou na escola, quando o atleta ou desportista celebra a vitória com os seus adeptos, em todas estas situações é possível ver o valor do desporto como lugar de união e encontro entre pessoas. Os grandes objectivos, tanto no desporto como na vida, conseguem-se juntos, como equipa!”

“Reconhecer no desporto uma escola de perseverança, de amizade e de superação pessoal, aberta a todos sem exclusão”

Aprender a “competir sem esquecer a fraternidade”

“Renascer o respeito”, “onde houver rivalidade”, suscitar o “diálogo onde houver divisão” e ensinar a “solidariedade onde houver egoísmo”

Num outro texto do Boletim Paroquial Boa Nova nº. 46, desta edição do mês de Junho, das Paróquias de Lagos, com sede na Praça Infante Dom Henrique, onde se situa a Igreja de Santa Maria, os fiéis são convidados a “Rezar”, em tempo da maior competição do futebol mundial, que se disputa em três países do continente americano, com as consequentes rivalidades entre as selecções envolvidas à procura da vitória e do título final.

E surgem nesse texto apelos divinos: “Senhor, Deus de paz, olhai com bondade para todos os que praticam desporto e para aqueles que nele encontram um caminho de encontro e crescimento. Tocai o coração dos atletas, dos dirigentes e dos adeptos, para que aprendam a competir sem esquecer a fraternidade. Onde houver rivalidade, fazei renascer o respeito; onde houver divisão, suscitai o diálogo; onde houver egoísmo, ensinai a solidariedade.”

“Ajudai-nos a reconhecer no desporto uma escola de perseverança, de amizade e de superação pessoal, aberta a todos sem exclusão. Que, através do jogo, do esforço e da partilha, contribuamos para a construção de um mundo mais justo e pacífico”, conclui o texto do Boletim das Paróquias de Lagos.

Três jogadores, um do México e dois da África do Sul, expulsos com cartão vermelho directo logo na primeira partida da fase final do Mundial de Futebol; o árbitro da Somália Omar Artan, considerado dos melhores do mundo, impedido de entrar nos Estados Unidos da América e outras polémicas que obrigam à intervenção da ONU

O jogo inaugural da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol 2026, em que a selecção do México venceu por 2-0 a da África do Sul, no dia 11 de Junho (quarta-feira), ficou marcado, entre outras polémicas, por três expulsões com cartões vermelhos directos. Foram expulsos dois jogadores sul-africanos e um mexicano.

Por outro lado, entre denúncias de discriminação, o árbitro da Somália Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos da América, devido a motivos extra futebol, acabando por ser retirado das equipas de arbitragem da FIFA, organismo que organiza o Mundial de Futebol. Teve de regressar ao seu país, onde viria a ser recebido como um herói. Em 2025, foi eleito o melhor árbitro africano e um dos melhores do mundo. Agora, depois de ter sido obrigado a abandonar os EUA, Oman Abdulkadir Artan acabou por ser nomeado, pela UEFA, para dirigir o jogo da final da Supertaça Europeia, entre a equipa francesa do Paris Saint Germain e a inglesa do Aston Villa, no dia 12 de Agosto de 2026, na cidade de Salzburgo, na Áustria.

Críticas da ONU devido a “práticas migratórias adoptadas” durante o Campeonato do Mundo de Futebol

O apelo do alto comissário da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk :“Espero, sinceramente, que haja uma profunda reflexão sobre como a aplicação das leis de imigração afectam os direitos humanos e a dignidade humana”

Na quarta-feira, dia 10 de Junho, ou seja, na véspera do início da fase final do Campeonato do Mundo de Futebol 2026, a Organização das Nações Unidas (ONU) não poupou críticas devido a “práticas migratórias adoptadas” durante esta competição que decorre nos Estados Unidos da América, no México e Canadá.

“Espero, sinceramente, que haja uma profunda reflexão sobre como a aplicação das leis de imigração afectam os direitos humanos e a dignidade humana”, apelou Volker Turk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, ao criticar as práticas migratórias adotadas durante a realização deste Mundial. E pediu uma “reflexão” sobre os impactos dessas políticas.

Desse modo, esta fase final do Campeonato do Mundo de Futebol, de acordo com vários observadores internacionais, “vem expondo tensões políticas, desigualdades e barreiras que ultrapassam as fronteiras do futebol.” “Num torneio que se apresenta como símbolo da união entre os povos, os episódios registados até agora mostram que nem todos estão encontrando as mesmas portas abertas”, lamentam.

Estes alertas vêm precisamente ao encontro da “Intenção do Papa para o mês de Junho”, destacada, como o ‘Litoralgarve já referiu, no Boletim Boa Nova, das Paróquias de Lagos: “Rezemos para que o desporto seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações, promovendo valores como o respeito, a solidariedade e a superação pessoal.”

Os três adversários de Portugal e a data dos jogos

Integrada no Grupo K, a selecção de Portugal, sob o comando técnico do espanhol Robert Martinez e capitaneada por Cristiano Ronaldo, defronta a República Democrática do Congo, no dia 17/06/2026, próxima quarta-feira, em jogo com início pelas 18h00 (Hora de Lisboa), o Uzbequistão, a 23/06/2026 (uma terça-feira), também a partir das 18h00, e a Colômbia, às 00h30 do dia 28/06/2026 (um domingo).

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